Indiferença
Ouço novamente essa música tocar. Sua voz me chama de longe. Um choro profundo me alcançou e logo penetrou meu Ser.
As vezes queria eu ser surda, mas como esconder a voz dos sentimentos quando eles ainda são insuportáveis?Uma parte sua vive em mim, queria poder destruí-la, não sei como, tenho receio de que eu também seja destruída junto.
- Queria eu voltar atrás, ter a coragem de tocar naquela mão inocente dizendo “Não”
antes de prometer sua alma a ele, antes de dizer que aquela aliança Jamais será corrompida pelos céus e tampouco pelo inferno.
*Ela toda desnudada na sua frente, se doando por completo, sem saber que, não tinha tanto a ver, que na verdade você estava morto e tudo que ela enxergava era um grande drama de ilusões ocultas.

Porque tudo que acreditava-se que você fosse, provou-me o contrário.
Mas a culpa não é sua, vejo que foi depositado confiança demais em alguém que demonstrava indiferença.
Não se procure, pois ela estará bem, carregando de vez em quando um infame peso por permitir que você tivesse aquele poder sobre suas pernas... fazendo-a ter como única direção voltada a você.
Te abomino por ter-me doado tanto.
Eu te abomino por me convencer de tantas crenças e no fim ter descartado todas elas.
Eu te abomino porque sinto, ainda sinto você em mim.
Eu te abomino porque me convenci de que não há nada de especial em você e mesmo assim tivestes êxito em ferir-me.
Eu te odeio porque não há mais sentido em te odiar... amanhã irei trocar de casa, fazia parte dos teus planos mas por agora pertence a mim.
Você segue sua vida como um imundo empobrecido em espírito.
Eu adoraria te ver falecer, ou melhor, que nunca tivesse existido, ao menos não dentro de mim, assim viveria em paz sem ter que reviver esses corrompidos e pobres lamentos.
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